Grátis
É grátis!
Só é grátis porque alguém está a pagar.
Se é «grátis», o cidadão consciente tem de fazer algumas perguntas:
- - Quem paga?
- - Porque razão paga?
- - Com que dinheiro paga?
- - Quem decidiu que fosse grátis?
Há por vezes boas razões para que determinadas coisas sejam grátis. Desde logo a educação e a saúde. Mas torná-las grátis pelas boas razões continua a requerer que se façam as perguntas necessárias e, obviamente, se lhes dê respostas verdadeiras.
Dadas as respostas, a opção por tornar alguma coisa grátis (nas condições das respostas) é uma opção política (no sentido de opção de gestão). E as opções políticas podem ser boas ou podem não o ser, podem assentar num apoio geral da sociedade ou num apoio restrito de quem dominar a área em questão.
Exemplos de coisas «grátis»:
- - Tudo o que é disponibilizado gratuitamente na Internet, começando pelo disponibilizado pelas empresas gigantes, desde logo a Microsoft (sistema operativo Windows, MS Office), a Alphabet (motor de busca Google, navegador Chrome, Gmail, Youtube) e a Meta (Facebook, Instagram, Whatsapp), mas também a ByteDance (TicToc), o ex-Tweeter, entre tantas outras.
- - A recepção das emissões de rádio e de televisão (por TDT ou por cabo)
- - Os jornais distribuídos ou disponibilizados gratuitamente
- - as primeiras mensalidades ou anuidades de determinados serviços (com os cartões bancários à cabeça)
- - A circulação nalgumas auto-estradas (enquanto que noutras é sujeita a pagamento)
- - os transportes públicos gratuitos
- - os espectáculos promovidos por entidades públicas (são mais raros os promovidos por entidades privadas)
